Timbre

Os sons na prática são de uma natureza complexa. Se observarmos a representação de uma onda sonora, em um gráfico amplitude versus tempo, produzida por um instrumento, como a viola, veremos que ela difere muito da forma de onda do tipo senoidal.

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Forma de Onda produzida pela Viola, fonte: LAZZARINI, 1998

Isso pode nos dar uma pista com relação às diferenças qualitativas que percebemos entre os diferentes sons que percebemos. Outro aspecto interessante que é observado na comparação entre esses dois tipos de onda, é que ambos são periódicos, ou seja se repetem em um espaço de tempo. Essa característica comum significa que, para a nossa percepção, tanto o som senoidal, quanto o som do instrumento em questão vão possuir alturas definidas. Ou seja, em termos simples, sons periódicos são relacionados com instrumentos afinados, e a frequência dos ciclos inteiros de onda, que define a altura de determinada nota, vai ser chamada de frequência fundamental. Existem é claro, os sons instrumentais ou não, que não têm altura definida. Para esses, em geral, veremos que a sua forma de onda é aperiódica, ou seja, que não possui um padrão audível de repetição. Por essa razão, esses sons não vão possuir uma frequência fundamental audível, e por conseqüência, nenhuma altura definida.

Para identificar os diversos sons produzidos tanto por instrumentos musicais como por outras fontes, utilizamos uma qualidade auditiva que chamamos de timbre, ou cor sonora, que é um atributo muito importante da acústica musical. Essa qualidade, como vimos acima está correlacionada com a forma da onda sonora. Em função disso é preciso investigar como essas ondas complexas são formadas para sabermos mais sobre os diferentes sons percebidos por nós. No estudo do timbre, precisamos aprender um outro tipo de representação para as ondas sonoras que vai ser tão útil quanto a representação da amplitude (de pressão) versus tempo, que temos utilizado correntemente.

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